A Sacerdotisa de Avalon

A Sacerdotisa de Avalon

11/09/2016 1 Por admin

“Todos os deuses são um Deus, e todas as deusas são uma Deusa”. A frase dita por gerações de sacerdotisas de Avalon ao longo da saga se mostra totalmente plausível em A Sacerdotisa de Avalon, que parece um “spin-off” da saga.

A Sacerdotisa de Avalon conta a história de Santa Helena: grande parte dos fatos do livro realmente aconteceu, e a maioria dos personagens é histórica. Eilan (nome bretão de Helena) era filha de uma sacerdotisa e acaba sendo expulsa de Avalon por sua tia. Ela vai embora com Constancius, e eles têm Constantino – aquele que viria a ser imperador de Roma.

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Todos os livros anteriores às Brumas de Avalon encontrei em sebos, pois são antigos e não foram reeditados.

Eilan é devota da deusa Elen dos Caminhos, que tem a mesma representação na Germânia com Nehelennia, a mesma em Roma com outro nome, a mesma no Egito com outro nome. Marion Zimmer Bradley, em toda sua obra, questiona as brigas religiosas, mas senti que nesse livro o questionamento é mais forte. O ponto crucial é que os povos vivam em harmonia, independentemente de suas crenças, e é nisso que Eilan (ou Helena) acredita.

O livro é narrado em primeira pessoa, o único assim de toda a série. Outra diferença legal é que a historia inteira é focada em um personagem, não em diferentes núcleos como nos outros livros. Achei ótimo ter essa variação.

Em toda a saga sempre aparecem personagens que tentam pregar a convivência pacífica com outros povos, mas prevalece a vontade da maioria em tentar dominar a cultura alheia e acabar com ela. A crítica maior é ao império romano, que tentou dizimar as culturas dos povos dominados. Chega a ser irônico que a mãe do imperador, sendo pagã, sacerdotisa de Avalon, seja considerada santa da igreja católica logo após sua morte.

A História diz que ela se converteu muito antes, e é considerada mãe do Cristianismo, por ter influenciado Constantino a permitir o culto a Cristo no Império Romano e ter financiado a construção de importantes igrejas.

Acho que pelo fato de se passar fora de Avalon é que esse livro me chamou mais a atenção. O que aconteceria com uma sacerdotisa solta no mundo? Bom, por onde Helena passou fez a diferença e levou a mensagem de esperança e amor para diversas pessoas, pois ela ajudou a curar doentes e a cuidar de pessoas necessitadas. Isso prova que a bondade não tem religião: ela é universal.

Antes das Brumas

Além dos quatro famosos volumes de As Brumas de Avalon, que são o fim da saga da ilha sagrada, existem outros oito volumes anteriores. Isso mesmo, OITO! E A Sacerdotisa de Avalon é o 8º. Tudo começa em Atlântida (cujos dois primeiros volumes eu pulei), e no terceiro livro, chamado Os Ancestrais de Avalon, alguns sobreviventes do afundamento da lendária Atlântida chegam ao local onde seria instalado o Tor sagrado.

A Espada de Avalon, 4º volume da série, não foi publicado no Brasil, só em Portugal (e até rolou uma petição para que a obra fosse lançada por aqui). Então fui para Os Corvos de Avalon (5º), A Casa da Floresta (6º) e A Senhora de Avalon (7º). O título a que me refiro neste post acontece na maior parte fora de Avalon, e quase sem contato com o que acontecia naquela ilha. A história se passa paralelamente à segunda geração tratada em A Senhora de Avalon, quase 200 anos antes da história de Viviane, Igraine, Morgana e Artur.

O 3º, 4º e 5º volumes foram organizados por Diana Paxson, seguidora da Marion Zimmer Bradley, a partir de manuscritos deixados pela autora.

 

Nota: 9,5

Ficha: A Sacerdotisa de Avalon – Marion Zimmer Bradley
Editora Rocco
Ano: 2002
438 páginas

 

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