Comer, Rezar, Amar

27/05/2016 1 Por admin

Esse livro era para ser um diário de viagem, como tantos outros que existem por aí. Encomendado e comprado antecipadamente pela editora, o livro ia basicamente falar da viagem da jornalista e escritora Elizabeth Gilbert pela Itália, índia e Indonésia (mais especificamente Bali). No entanto, a história real acaba sendo um livro de auto-ajuda. Eu normalmente não leio esses livros, mas acho interessante quando as lições são passadas por meio de histórias (Augusto Cury o diga!), e ainda melhor quando essas superações são reais.

Liz começa o livro com um casamento em crise. Ela estava com 30 anos, seu marido queria filhos, ela não. A incompatibilidade virou um inferno e ela pediu o divórcio. A situação piorou e o cara tirou TUDO dela. Liz deixou suas coisas na casa da irmã, a editora comprou o livro, e ela pôde fazer sua viagem. Nesse meio-tempo, ela achava que podia curar um amor mal-resolvido com outro amor, e entrou num relacionamento conturbado:

“Eu me agarrei a David para fugir do meu casamento como se ele fosse o último helicóptero saindo de Saigon. Depositei nele toda minha esperança de salvação e de felicidade. E sim, eu o amei. Mas, se eu conseguisse pensar numa palavra mais forte do que “desesperadamente” para descrever o modo como amei David, usaria essa palavra aqui, e um amor desesperado é sempre o tipo mais difícil de amor” – atire a primeira pedra quem nunca caiu numa cilada dessa.

Elizabeth é gente como a gente. Na Itália ela ainda lutava contra sua depressão, e demorou um tempão para que ela desapegasse de todos os problemas que havia deixado para trás, ou que ela deveria ter deixado.

20160527_152242Enquanto estava lendo, algumas pessoas disseram “a parte da Índia é chata”. Só para ser do contra, foi a parte que li mais rápido, e acho que é a  mais importante do livro. A autora estava tentando buscar seu equilíbrio físico, mental, emocional, psicológico e espiritual. É claro que a pessoa não precisa viajar pelo mundo para encontrar as respostas que ela buscava, como a receita para ser feliz sozinha, entre outras. Cada um tem seu tempo e sua fórmula. A de Liz foi se afastar de tudo e se trancar em um ashram (uma espécie de mosteiro) na Índia. Acredito que nesse campo tudo seja válido, ou quase tudo, desde que não prejudique ninguém.

Por fim, ela vai a Bali. Liz escolheu esse lugar porque já havia estado lá fazendo uma matéria para uma revista, e um xamã leu sua mão e disse que ela voltaria lá. Para não descumprir, ela retornou. O intuito da viagem era tirar o famoso ano sabático para colocar as ideias no lugar. Além disso, ela se propõe a não se envolver com ninguém nesse período, tanto que se questiona diversas vezes se já está preparada para ficar com alguém novamente – inclusive quando aparece alguém que quer isso.

O livro não tem um final porque a vida dela não teve um final. Ela escreveu o livro “Comprometida” como continuação, que além de falar dos problemas diplomáticos que enfrentaram para se casar, fala sobre o casamento em diversas culturas.

Comer, Rezar, Amar traz alguns ensinamentos, que podem soar clichês, mas que quem já esteve lá sabe que são verdade. Eis dois exemplos:

“O fato de eu ser capaz de escrever calmamente sobre isso hoje é uma grande prova dos poderes de cura do tempo”

“A gente precisa ter o coração partido algumas vezes. Isso é um bom sinal. Quer dizer que a gente tentou alguma coisa”

Como consegui: herdei de uma amiga que estava se desfazendo dele, em 2015. O curioso é que depois que li e dei minha opinião sobre o livro, e lembrei a ela de algumas passagens, ela (que tinha lido em 2009) o pegou emprestado de novo rsrs

Nota: 8

Ficha: Comer, Rezar, Amar – Elizabeth Gilbert
Editora Objetiva
Ano: 2008
342 páginas

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