Entrevista: Cristina Klein

Entrevista: Cristina Klein

13/09/2016 2 Por admin

Você já deve ter ouvido falar dos palhaços Patati e Patatá. Mas você sabia que umas das autoras dos livros da franquia mora em Florianópolis?

cristina-klein-feira-do-livro

Cristina Klein e alguns de seus livros. Foto e reprodução das capas dos livros cedidas pela autora.

Cristina Klein é de Porto Alegre e escreve desde pequena. Ela começou com minicontos sobre tudo que via, e aos dez anos de idade ganhou um concurso de redação na escola que teve como prêmio a coleção Para Gostar de Ler, que terminou de despertar sua paixão pela Literatura.

Cristina tem formação em Letras, é professora de português e inglês, estudou Jornalismo e tem pós-graduação em Educação. Já tem aproximadamente 100 títulos com publicação nacional. Há mais de 20 anos no mercado literário como revisora, tradutora e escritora, nos últimos dez se dedicou ao público infantil, com abordagem para inclusão social, ação cidadã e responsabilidade social.

Jéssica Trombini Como foi que você despertou para a escrita?
Cristina Klein – Entrei para a escola aos 6 anos. Tão logo aprendi a formar frases, comecei a construir pequenos contos. Isso não era tarefa escolar. Era uma necessidade mesmo. Qualquer coisa virava assunto: as folhas de uma árvore que faziam um barulhinho gostoso de ouvir ao serem surpreendidas pelo vento; o vestido da minha boneca; um passeio feito de carro… Depois lia para minha mãe, que sempre gostava e elogiava. Isso foi um incentivo e tanto!
Depois, os minicontos viraram contos… Ganhei um concurso de redação lá pelo 4º ano e o prêmio foram os livros da série Para Gostar de Ler. Li tudo em uma semana, degustando como se fosse comida. Li a maioria dos grandes clássicos brasileiros antes dos 13 anos. Foi nessa época que eu soube ser a literatura o caminho da minha felicidade, mas não sabia se teria a chance de segui-la como profissão.
Mas viver de literatura me soava impossível e era isso o que a maioria das pessoas pensava e pensa sobre o assunto também. Então, fui cursar Informática na faculdade e tentei Odontologia antes de perceber que o único caminho pra mim eram as Letras, do jeito que fosse, do jeito que a vida quisesse. Concluí o estudo do meu desejo, veio ainda o Jornalismo, a pós e tudo se acomodou na inconstância do meu pensamento de escritora.

trabalhando-as-diferencas_sofiaJT – A maioria dos seus livros é dedicada para o público infantil. Por que esse direcionamento e quais os desafios de desenvolver histórias para crianças?
CK – Foi muito por acaso que a literatura infantil entrou na minha vida. Tudo o que escrevi antes – roteiros de cinema, peças de teatro, contos e crônicas – foi feito para o público em geral. Mas eu também sempre soube que escrever para crianças não é tarefa simples. Os recursos textuais e visuais precisam ser pensados com muita acuidade pedagógica – eis os desafios para o livro ser sério – mesmo quando são historinhas leves e engraçadas.
Então, aconteceu o convite de uma editora onde eu trabalhava, no interior de SC, para escrever aos pequenos. Depois, uma empresa com um público mais direcionado me chamou, e assim surgiram os livros diferenciados que tenho – com muito orgulho – voltados para questões como inclusão e valores. Mas também tenho livros paradidáticos, que são aqueles que complementam o ensino formal. São dicionários de Língua Portuguesa, Língua Inglesa e Minigramática.

JT – Como você virou a escritora dos livros da marca Patati e Patatá? 
CK – Sim, uma alegria para mim! Uma Editora comprou os direitos – royalties – para a escrita, impressão e distribuição de livros com a marca Patati-Patatá, cuja propriedade é da Rinaldi Produções Ltda. Eu fui chamada para escrever. As histórias versavam sobre meio ambiente, escola, família, bons hábitos, valores, amizade, amor à natureza, amor aos bichos, enfim, foram centenas de historinhas nos mais variados formatos: livros-travesseiro; com música; livros para ler antes de dormir; com a família etc, cheios de imagens registradas da dupla de palhaços em desenho. Foram quatro anos de parceria entre a Rinaldi e a Editora, de 2010 a 2014. 

365_patati_patataJT – Qual a influência, no seu trabalho, de ser a escritora oficial de uma marca tão famosa? 
CK – Isso me deu mais visibilidade e surgiram outros trabalhos. Mas, como falei, as muitas produções foram realizadas no intervalo de quatro anos. A partir de então, não há ninguém escrevendo para a marca no formato Livros, o que só pode ser feito, legalmente, mediante contrato.

JT – Você está trabalhando em algum novo lançamento? 
CK – Estou trabalhando, há dois anos e meio, numa coleção paradidática para uma editora do nordeste brasileiro. Os livros contemplam todos os anos do Ensino Fundamental. Antes desse trabalho, já escrevi um livro único, também paradidático, para a mesma empresa, versando sobre assunto diverso ao dessa coleção.

Se você quiser conhecer mais sobre o trabalho de Cristina Klein, acesse o site da escritora neste link 🙂

Gostou? Comapartilhe 🙂
Share on Facebook
Facebook
0Tweet about this on Twitter
Twitter
Share on LinkedIn
Linkedin
Pin on Pinterest
Pinterest
0Email this to someone
email