Lançamento:  Amar sem advérbios, de Carlos Nogueira

Lançamento: Amar sem advérbios, de Carlos Nogueira

O jornalista Carlos Nogueira está lançando seu primeiro livro, Amar sem advérbios, uma coletânea com 46 poemas, editada pela Tripous. O livro é dividido em três partes: Amar, que traz poemas românticos, Ser, com temas mais filosóficos influenciados pela poesia existencialista de Fernando Pessoa, e Perceber, que traz assuntos do cotidiano e percepções da vida. O lançamento será na Fundação Badesc quinta-feira, 13 de dezembro, às 19h. 

Carlos nasceu em Aracaju, morou em Angola, na África, terra de sua mãe, até os cinco anos, voltou ao Brasil e morou em Goiânia até os 26 anos, quando se mudou para Florianópolis. A veia artística herdou do pai, que é músico da Orquestra Sinfônica de Santa Catarina e na Orquestra do IFSC. Começou escrevendo músicas autorais com uma banda na adolescência, onde já via a poesia nas letras das canções e desde então escrevia poesia por diversão. Mais tarde, conta, passou a se preocupar com a estética, a métrica, sonoridade, estudou poemas e teorias literárias por conta própria, passou a ler mais autores como Fernando Pessoa, Mário Quintana, Paulo Leminski, Florbela Espanca e a polonesa Wyslawa Szymborska. “Quando escrevo um poema, não sou eu, Carlos, que estou falando da minha experiência, mas ao falar daquele sentimento quero despertar  nas pessoas sensações que são universais relacionadas àquele tema.” 

Ele também escreve crônicas, e diz que nelas consegue ter um parâmetro melhor se o texto está bom ou não, ele percebe que “costurou” bem uma questão que propôs a escrever. Ele diz que para esses textos estudou teoria do riso e desenvolveu um personagem ranzinza. Já na poesia, Carlos acredita que não é tão óbvio se o texto ficou tecnicamente bom: ele se guia pela sensação que as palavras expostas no texto lhe trazem. “É como se uma questão e a filosofia fossem duas pedras na minha mente, e eu tenho o trabalho de riscá-las para gerar uma faísca. A partir daí depende do meu cuidado em proteger do vento para se tornar uma chama. No final das contas, aquela chama me aquece e eu me sinto bem, então acho que nesse livro eu criei 46 chamas”. 

Carlos já participou de alguns concursos literários, e foi finalista do II Concurso Internacional de Poesia da Casa de Espanha, em 2016 (com poema publicado na antologia), e recebeu menção honrosa no 12º Concurso Nacional de Poesias Pérola da Lagoa, promovido pelo CEL – Centro de Escritores Lourencianos (São Lourenço do Sul – RS), em 2016. 

 

 

 

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