Lançamento: E sem demora, de Victor Hugo Pinheiro

Lançamento: E sem demora, de Victor Hugo Pinheiro

E sem demora: versos diversos num liquidificador, do estreante Victor Hugo Pinheiro, será lançado no dia 31 de janeiro na Fundação BADESC, no centro de Floripa. O livro foi editado pela Insular e estará à venda na sessão de autógrafos que começa às 19h. Catarinense de São José, o autor de 26 anos tem graduação em Educação Física e hoje estuda Letras Português. 

A principal provocação em seus textos é tentar fazer com que as pessoas tenham um olhar diferente sobre os detalhes da vida diária, enxergar a beleza no meio da correria cotidiana, tirar a visão automatizada das coisas. Desse viés, além de conversas e contato com outras pessoas e realidades (principalmente na academia que administra), Victor Hugo absorve conhecimentos que muitas vezes vão parar em seus textos: “Tem uma senhora de 80 anos que frequenta a academia, a Dona Macedônia, que escreve poemas e tem uma produção linda, já teve um livro publicado. Ela é uma mulher forte, de certa forma transgressora de sua época. E saber dessas experiências me ajuda a escrever, a criar personagens”. 

O livro reúne 52 poemas escritos desde 2017, iniciando por Matrimônio, que esteve em um painel em seu casamento com Tania Iora Guesser. Ela o encorajou a publicar E sem demora e elaborou a capa. “Ela é minha divulgadora, minha agente, minha empresária”, conta. Tânia muitas vezes ilustra os poemas dele e agora deu início à sua própria produção literária no Instagram Poemas para despir. Victor Hugo pensa em publicar um segundo livro, possivelmente no próximo ano. 

Poeminha do instante, de Victor Hugo Pinheiro.

Victor diz que começou a escrever tarde, com seus 19, 20 anos, e até então encontrava vazão para seus pensamentos e sensações na música. Inspirado pelo personagem Hank Moody, da série Californication, pensou em colocar suas ideias no papel, lembrando de quando gostava de escrever na escola. “Eu comecei a me obrigar a ler mais, e caí de cabeça em Bukowski. Logo depois entrei na Geração Beat, com Jack Kerouac e Allen Ginsberg”, conta. Só mostrava seus textos (poemas, contos, “um pouco de tudo”) para pessoas mais próximas de seu convívio, já que colocava ali muito de sua experiência e preferia se resguardar.

Com seu casamento e o nascimento do segundo filho, passou cerca de um ano sem escrever, e quando voltou passou a dedicar-se à escrita de poemas. “Vamos dizer que eu perdi um pouco meu vocabulário nesse tempo, mas sinto que voltei com mais maturidade”. Também passou a ler mais autores brasileiros, como Paulo Leminski, Mário Quintana, Hilda Hilst, Adélia Prado, Carlos Drummond de Andrade. “Eu comecei a prestigiar mais os autores do meu país, a beber diretamente da fonte. Porque às vezes, um poema em outra língua, quando traduzido, não fica tão bonito na fonética brasileira. Agora, por exemplo, o Quintana sabe brincar com a palavra, porque ele foi criado com essa palavra”, diz. Também se deixou influenciar pela Tropicália de Gilberto Gil, Caetano Veloso e Os Mutantes, pois acredita que muitas músicas são poesias, e são escritas e compostas por poetas. 

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