Perfil e obra: Zeula Soares

Perfil e obra: Zeula Soares

A poeta, atriz e diretora teatral Zeula Soares foi homenageada na sessão solene da ACLA (Academia Catarinense de Letras e Artes)  no dia 7 de dezembro, em cerimônia de posse de novos acadêmicos e entrega de prêmios. Também recebeu homenagem póstuma na comemoração de dez anos do Teatro Pedro Ivo. E quem foi essa mulher que trabalhou ativamente a vida toda para divulgar a arte catarinense e ganhou o apelido de “dama do teatro”?

 O palco do Teatro Pedro Ivo agora carrega o nome de Zeula Soares em reconhecimento à trajetória da artista,  que em 1972 ajudou a fundar o Grupo Armação, uma das mais expressivas entidades culturais de Santa Catarina e que já produziu mais de 70 espetáculos. Desses, Zeula dirigiu seis e atuou em 20. O grupo hoje é abrigado na Casa do Teatro, na Praça XV de Novembro, centro histórico de Florianópolis, concedida em uso (comodato) pelo governo do Estado de Santa Catarina e transformada em um teatro de bolso com capacidade para 40 pessoas, desde 1986.  

Antes disso, em meados de 1960,  já havia participado de peças no  TUSC (Teatro Universitário Catarinense), como “O macaco da vizinha”, de  Joaquim Manoel de Macedo, sob a direção de Odilia Carreirão Ortiga, no SESC, em “O santo e a porca”, de Ariano Suassuna; e em 1969, no SESI, participou de “O Santo Inquérito”, de Dias Gomes. Também fez alguns trabalhos para o cinema em curtas-metragens e comerciais para TV. Foi Presidente do Grupo Armação e também excursionou pela direção com texto de sua autoria “Cala a boca já morreu”, peça infantil baseada em livro de Ruth Rocha, “O reizinho mandão”. Dirigiu com Rogério Hildebrand “Natal de portas abertas”

Recebeu várias vezes o prêmio Melhores do ano no teatro de Florianópolis, chamado de Troféu Bastidores, nos anos 78, 79, 81, 82, 85 e 90;  e também  o Troféu do Festival Floripa de Teatro Isnard Azevedo, promovido pela Fundação Franklin Cascaes, em 2009. Recebeu pela Câmara Municipal uma homenagem pelo seu trabalho no teatro catarinense. Como diretora, foi premiada no Festival de Teatro Relâmpago do Café Matisse.

Foi autora de diversas peças teatrais encenadas em empresas durante a Semana de Prevenção de Acidentes do Trabalho, também colaborou com textos e poemas para a revista “Ventos do Sul”, do Grupo de Poetas Livres, tendo participado de antologias de poesias, contos e crônicas. Foi vice-presidente do Grupo de Poetas Livres, que adotou seu poema “Oração do Poeta” como oficial. No Grupo, dirigiu a encenação de “Balada dos Já-com-terra”, baseada em poema de Júlio de Queiroz e “Poesia, Luz & Som”(criação coletiva), “A utilidade da utopia”, com poetas do Grupo e atores convidados.

Após seu falecimento, em julho de 2018, sua irmã, Maura Soares, organizou o livro “O Perfume – poemas e contos de Zeula Soares”. 

Oração do Poeta – Zeula Soares

Dá-me, Senhor, as palavras certas para que eu possa expressar o amor pela vida e pela humanidade. 
Dá-me inspiração para mostrar que somos todos irmãos. 
Aponta-me, Senhor, o caminho da compreensão do mundo. 
Permite-me apresentar as belezas da vida, as dores do mundo, as injustiças sociais e exprimir o que me vai na alma. 
Autoriza-me a falar as verdades do coração. 
Abençoa, Senhor, minhas palavras para que possam atingir aqueles que amam a vida e a Arte. 
Faz com que todos sintam, por meu intermédio, que só o Amor maior pode revolucionar o mundo. 
E que esta revolução de Paz 
Venha por meio da Poesia.
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