Sebos e livreiros de Floripa na pandemia

Sebos e livreiros de Floripa na pandemia

Não é novidade que vários setores da economia foram afetados durante a pandemia. Com o setor livreiro – principalmente as pequenas livrarias locais e sebos – não seria diferente. Se até as grandes livrarias têm dívidas e os bancos negam crédito para salvar o setor, que é considerado como “em extinção”, o que será desses pequenos comerciantes?

Na Grande Florianópolis, onde os serviços não essenciais, comércio e transporte público foram suspensos ainda em 17 de março, os livreiros também foram obrigados a fechar suas portas. Alguns operam com sistema de vendas online e despacham pelos correios, ou adotaram o delivery para bairros próximos, como o Sebo Império, que fica no centro da cidade. Segundo Alexandre Laurindo, funcionário, a loja física permaneceu fechada mas foi mantido o serviço de tele-entrega para locais da Grande Florianópolis, com taxas de R$10 a R$20 dependendo da localidade. Agora, a loja retomou o atendimento presencial, restringindo o número de clientes para atendimento e atentando às medidas de higiene.

O Sebo do Portuga, localizado em São José, é um que não deverá abrir novamente tão cedo. Os donos, Adelita e Leandro, dependem de transporte público para se deslocar até o local e como o serviço está suspenso em todo o estado por tempo indeterminado, é inviável se deslocar de táxi ou Uber pois o gasto seria muito grande. “Nós também preferimos não trabalhar com as vendas online. Nós estamos na Estante Virtual, e é necessário que a entrega seja feita dentro de um prazo estimado no site. Como os correios estão atrasando, qualquer qualificação negativa tira nossa credibilidade na plataforma”, explica Adelita. “Essa perspectiva é um pouco perturbadora, mas vai passar, nós voltaremos assim que pudermos!”.

A imagem pode conter: livros, poltrona, vitrola.
Sebo do Portuga, em São José (crédito: divulgação)

Grande parte das agências dos correios está funcionando com contingente reduzido. Os funcionários que pertencem ao grupo de risco do contágio da Covid-19 foram designados para o home office e a jornada de trabalho nas áreas administrativas também foi reduzida.

O atraso também acaba desestimulando os leitores. Aurélio Roberge, dono do Ilha das Letras, em São José, conta que as vendas online diminuíram pelo menos 20%. Para ajudar nesse cenário, no começo da quarentena a Central de Entregas dos Correios na cidade foi interditada pela Vigilância Sanitária por descumprimento às medidas de combate ao coronavírus. “Ficamos 12 dias completamente parados pois não havia como enviar os poucos pedidos. Quando as agências voltaram a funcionar, retomamos as vendas virtuais”, conta o livreiro que reabriu a loja física no dia 13 de abril.

Já a Livros e Livros, que fica no campus da UFSC em Florianópolis, retomou o atendimento presencial nesta semana, após um período de vendas exclusivamente online. Diferente é a situação da Sur Livraria, que fica no Mercado São Jorge do Itacorubi e teve de se adaptar às vendas online. Desenvolveram um novo site e agora despacham livros para todo o Brasil pelos Correios com opção de entrega em mãos na Grande Florianópolis.

As opções de livrarias independentes e sebos na região são muitas. Por mais tentador que seja comprar sempre na Amazon, por suas entregas rápidas e preços atrativos, precisamos apoiar os comerciantes locais, que dependem muito mais de nós para sobreviver e continuar levando literatura a preços que também são acessíveis. A maioria dos livreiros faz entregas, reforçando o pedido geral: fique em casa! <3

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